É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

18.7.16

Aquela Onda

É difícil parar para pensar quando está se afogando, tudo o que se quer é encontrar qualquer coisa e empurrar para baixo, o bastante pra manter a cabeça fora da água. Acontece que muita das vezes você não liga para o que ou quem você empurra, só pra ter a chance de subir por mais alguns minutos até que afunde novamente. Eu me afoguei. Cansei de lutar e procurar uma saída para chegar à superfície, não fazia sentido se jogar na água e durante o salto mudar de ideia e voltar a respirar novamente. Enquanto se luta, a vida completa passa diante os nossos olhos, e no meu filme eu era vilã. Eu queria ter uma segunda chance, mais quantas pessoas teriam que afundar pra eu continuar flutuando? Um turbilhões de coisas passaram na minha cabeça e ai eu apertei o Stop, e tudo ficou calmo. Então o oxigênio começou a bombear meu coração novamente e aqueles dois olhos azuis olhavam para mim e diziam que tudo iria ficar bem. Eu não entendi direito o motivo de a vida ter me dado uma segunda chance, e achei melhor não perguntar talvez a resposta não fosse uma das melhores. Quando o queimor e a náusea começaram a ficar mais suportável eu me decidir. Decidir que assim que todo ecoo parar por aqui eu vou deixar de andar na contra mão e vou colocar toda essa bagunça em ordem. Já é hora de apagar a luzes e deixar meu coração me guiar, afinal, todas as vezes que eu fui contra ele terminei juntando seus cacos. No fundo eu sempre soube o que era certo a se fazer, e hoje o certo é não ter que esperar outra onda pra cair na real de que estou novamente fazendo a coisa errada.
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